Se tivesse que escolher entre liberal, neoliberal ou libertário, qual escolheria?
eles respondem
10d
Teocracia católica.
Porque de nada adianta defender essas formas políticas e seus princípios, como livre-iniciativa, livre-concorrência e soberania da propriedade privada individual, se elas não estiverem ordenadas ao bem em um sentido objetivo, ou seja, à teleologia moral.
As três propõem que os valores morais sejam resultado da concorrência e da escolha subjetiva dos indivíduos enquanto agentes econômicos. Uma empresa oferece o mal livremente, outra oferece o bem livremente, e os indivíduos soberanos encarregam-se de escolher, conforme suas preferências subjetivas? Deus me livre de tratar o indivíduo como autoridade suprema de sua própria moralidade.
Hayek pode apontar muito corretamente o problema da "arrogância fatal" do Estado que acredita saber o que é melhor para todos e, assim, planifica a economia; pode estar certo sobre a classe política muito mais distante das realidades concretas do que cada indivíduo, e que por isso este tenderia a tomar decisões que maximizam mais plenamente a satisfação. Mas quem disse que maximizar satisfação é algo desejável? Maximizar a satisfação dos sujeitos pode significar dar mais satanismo ao satanista, dar mais catolicismo ao católico, e assim sucessivamente; é, em outras palavras, colocar o liberalismo como a moralidade em si mesma, afirmando uma espécie de indiferentismo axiológico, em que tanto faz o conteúdo das relações, desde que elas sejam voluntárias.
Por isso, afirmo: o indivíduo pode ser soberano, mas é burro e arrogante, e precisa de transcendência.
Porque de nada adianta defender essas formas políticas e seus princípios, como livre-iniciativa, livre-concorrência e soberania da propriedade privada individual, se elas não estiverem ordenadas ao bem em um sentido objetivo, ou seja, à teleologia moral.
As três propõem que os valores morais sejam resultado da concorrência e da escolha subjetiva dos indivíduos enquanto agentes econômicos. Uma empresa oferece o mal livremente, outra oferece o bem livremente, e os indivíduos soberanos encarregam-se de escolher, conforme suas preferências subjetivas? Deus me livre de tratar o indivíduo como autoridade suprema de sua própria moralidade.
Hayek pode apontar muito corretamente o problema da "arrogância fatal" do Estado que acredita saber o que é melhor para todos e, assim, planifica a economia; pode estar certo sobre a classe política muito mais distante das realidades concretas do que cada indivíduo, e que por isso este tenderia a tomar decisões que maximizam mais plenamente a satisfação. Mas quem disse que maximizar satisfação é algo desejável? Maximizar a satisfação dos sujeitos pode significar dar mais satanismo ao satanista, dar mais catolicismo ao católico, e assim sucessivamente; é, em outras palavras, colocar o liberalismo como a moralidade em si mesma, afirmando uma espécie de indiferentismo axiológico, em que tanto faz o conteúdo das relações, desde que elas sejam voluntárias.
Por isso, afirmo: o indivíduo pode ser soberano, mas é burro e arrogante, e precisa de transcendência.