O matrimônio deve nascer do afeto ou da conveniência e do dever?

Suponho eu que tal questão ocupa com naturalidade o pensamento de um homem, no qual o matrimônio é visto menos como mero romance e mais como instituição moral e social.
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eles perguntam
11 respostas
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elas respondem
7
anônima
1M
Afeto e compromisso.
Acho que deve se iniciar por afeto, mas precisa ser mantido como dever. Amor é uma escolha diária, se for visto como dever tem mais chances de funcionar um relacionamento a longo prazo.
anônima
2M
Do amor.
Historicamente, casamento sempre foi muito mais conveniência e dever do que amor. Basta lembrar de como funcionavam as alianças políticas, heranças, status social… romance era quase um bônus opcional. O amor como base central é uma ideia mais moderna. Agora, só dever e conveniência... funciona? Funciona. Dura? Muitas vezes sim. Faz as pessoas felizes? Aí já começa o silêncio constrangedor. Não adianta amar alguém com quem você não consegue viver, e também não adianta viver com alguém que você não consegue amar.
anônima
2M
Sim, deste jeitinho 🥰
Conveniência e dever, afeto nasce com o tempo.
Sempre foi por conveniência. O casamento por amor é uma coisa contemporânea e a gente não sabe lidar.
eles respondem
4
Congratulações
Afeto é muito banal
Nem de um afeto passional e nem de uma conveniência utilitária. O matrimônio deve nascer de um ato consentido e deliberado, ou seja, da vontade. Para ser um ato da vontade, precisa ser livre de tudo que obscurece a razão e nos escraviza, sejam pressões internas, como uma carência afetiva patológica, a concupiscência (o desejo carnal desordenado) ou pressões externas (desejo dos pais, necessidade de dinheiro, medo).
Afeto deve ser a base. É o que faz você se importar com alguém espontaneamente. Se for "dever" nessa forma geral, eventualmente sobrecarrega as partes. Caso seja apenas conveniência, não há real vínculo além do utilitarismo.