O matrimônio deve nascer do afeto ou da conveniência e do dever?

Suponho eu que tal questão ocupa com naturalidade o pensamento de um homem, no qual o matrimônio é visto menos como mero romance e mais como instituição moral e social.
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eles perguntam
8 respostas
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elas respondem
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13h
Historicamente, casamento sempre foi muito mais conveniência e dever do que amor. Basta lembrar de como funcionavam as alianças políticas, heranças, status social… romance era quase um bônus opcional. O amor como base central é uma ideia mais moderna. Agora, só dever e conveniência... funciona? Funciona. Dura? Muitas vezes sim. Faz as pessoas felizes? Aí já começa o silêncio constrangedor. Não adianta amar alguém com quem você não consegue viver, e também não adianta viver com alguém que você não consegue amar.
Acho que deve se iniciar por afeto, mas precisa ser mantido como dever. Amor é uma escolha diária, se for visto como dever tem mais chances de funcionar um relacionamento a longo prazo.
anônima
14h
Sim, deste jeitinho 🥰
eles respondem
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Congratulações
Afeto é muito banal
Afeto deve ser a base. É o que faz você se importar com alguém espontaneamente. Se for "dever" nessa forma geral, eventualmente sobrecarrega as partes. Caso seja apenas conveniência, não há real vínculo além do utilitarismo.
Nem de um afeto passional e nem de uma conveniência utilitária. O matrimônio deve nascer de um ato consentido e deliberado, ou seja, da vontade. Para ser um ato da vontade, precisa ser livre de tudo que obscurece a razão e nos escraviza, sejam pressões internas, como uma carência afetiva patológica, a concupiscência (o desejo carnal desordenado) ou pressões externas (desejo dos pais, necessidade de dinheiro, medo).