Você já teve um nêmesis?
Nêmesis é um adversário imbatível, aquela pessoa que você nunca ganha dela. Eu acho impressionante, como eu treino, treino e treino boxe, bato em todo mundo que treina, mas daquele cara, eu não ganho nunca. Hoje eu fui fazer um spar com o cara e puts, estou com o olho roxo, beiço todo estourado, o cara me deu um soco no braço e o braço está doendo, nunca vi isso na minha vida. E o que me dá mais r...
eles respondem
5h
Nunca considerei alguém como adversário, no máximo um concorrente, mas, sim, conheci pessoas que eram naturalmente talentosas, para quem não era necessário esforçar-se.
Um colega em especial, conheci-o ainda durante o ensino médio. Ele era um ano mais novo que eu e, enquanto ele estava no primeiro ano, já sabia todo o conteúdo de todas as matérias até o terceiro ano, além de cálculo diferencial e integral. Era um exímio guitarrista, clarinetista, luthier. E conhecia absolutamente tudo sobre artilharia da segunda guerra e da guerra fria. Fazia modelagens 3D de aeronaves, tanques de guerra e outros objetos usando o Autodesk 3DS Max e o Z-Brush. Ainda no segundo ano ele passou no vestibular para engenharia elétrica, e ingressou na universidade no mesmo semestre que eu. Cursamos algumas disciplinas em comum. Em muitas delas, ele dormia durante a aula, e tirava 10 nas provas sem estudar. Eu cursei engenharia de computação, e em algumas ocasiões ele veio até mim com algumas dúvidas específicas sobre computação, e apesar de eu ter tirado essas dúvidas, a sensação ao ir embora era de que havia sido ele quem tirou minhas dúvidas. Apesar disso, ele sempre amou mais a música do que a engenharia, que cursou por receio de não ter uma boa fonte de renda. Uma grande bobagem, porque onde quer que ele estivesse, tenho certeza de que seria bem sucedido. O problema é que no processo ele conheceu uma garota e se apaixonou profundamente por ela. Só que um dia ela resolveu ir embora para a Polônia. A depressão destruiu a vontade que ele tinha de viver.
Um colega em especial, conheci-o ainda durante o ensino médio. Ele era um ano mais novo que eu e, enquanto ele estava no primeiro ano, já sabia todo o conteúdo de todas as matérias até o terceiro ano, além de cálculo diferencial e integral. Era um exímio guitarrista, clarinetista, luthier. E conhecia absolutamente tudo sobre artilharia da segunda guerra e da guerra fria. Fazia modelagens 3D de aeronaves, tanques de guerra e outros objetos usando o Autodesk 3DS Max e o Z-Brush. Ainda no segundo ano ele passou no vestibular para engenharia elétrica, e ingressou na universidade no mesmo semestre que eu. Cursamos algumas disciplinas em comum. Em muitas delas, ele dormia durante a aula, e tirava 10 nas provas sem estudar. Eu cursei engenharia de computação, e em algumas ocasiões ele veio até mim com algumas dúvidas específicas sobre computação, e apesar de eu ter tirado essas dúvidas, a sensação ao ir embora era de que havia sido ele quem tirou minhas dúvidas. Apesar disso, ele sempre amou mais a música do que a engenharia, que cursou por receio de não ter uma boa fonte de renda. Uma grande bobagem, porque onde quer que ele estivesse, tenho certeza de que seria bem sucedido. O problema é que no processo ele conheceu uma garota e se apaixonou profundamente por ela. Só que um dia ela resolveu ir embora para a Polônia. A depressão destruiu a vontade que ele tinha de viver.