Você é a favor dos EUA invadirem o Brasil a fim de derrubar o atual governo?
eles respondem
1M
Não por "atentar contra a democracia" (quanto a isso não dou a mínima, por ela não tenho apreço), mas porque isso não resolverá os problemas do Brasil, não.
O senso popular tem razão em apontar que, se o atual governo está no poder, isso se deve, em grande parte, ao próprio povo que o elegeu. Mas o senso popular silencia perante o fato de que, se a democracia permite que tais governos se constituam, isso deve-se também ao próprio povo que a legitima ideologicamente. Ao contrário de países como o Irã ou a Venezuela, que de fato têm controle do governo pelo monopólio da violência, aqui, o monopólio é ideológico.
Por isso, de pouco adianta remover o atual governo; na primeira eleição, o povo elegerá alguém igual. Não percebem que são muito semelhantes os candidatos; pensam que Ciro Gomes, Renan Santos, Bolsonaro, Tarcísio, etc e quaisquer outros são muito diferentes entre si, quando na verdade concordam quanto à maioria dos aspectos, e querem reformar um detalhe ou outro para dizer que fizeram algo.
Não é apenas o fato de a democracia ser algo imbecil que não pode ser criticado, de terem o mesmo valor o voto de um trabalhador e o voto de um vagabundo imoral que vive dos impostos de quem trabalha. Na verdade, os próprios direitos de segunda (direitos de igualdade material) e terceira geração (direitos difusos) não são passíveis de redução sem que boa parte da sociedade, mesmo aqueles mais à direita, incomode-se com isso. Porque no fundo, já se enraizaram as relações de dependência do estado de bem-estar social. Há famílias que há décadas tornaram-se dependentes dessa estrutura, e a ressaca de quem de repente tira o álcool de um alcoólatra é insuportável, por mais que a longo prazo deixar de beber fizesse-lhe bem.
O senso popular tem razão em apontar que, se o atual governo está no poder, isso se deve, em grande parte, ao próprio povo que o elegeu. Mas o senso popular silencia perante o fato de que, se a democracia permite que tais governos se constituam, isso deve-se também ao próprio povo que a legitima ideologicamente. Ao contrário de países como o Irã ou a Venezuela, que de fato têm controle do governo pelo monopólio da violência, aqui, o monopólio é ideológico.
Por isso, de pouco adianta remover o atual governo; na primeira eleição, o povo elegerá alguém igual. Não percebem que são muito semelhantes os candidatos; pensam que Ciro Gomes, Renan Santos, Bolsonaro, Tarcísio, etc e quaisquer outros são muito diferentes entre si, quando na verdade concordam quanto à maioria dos aspectos, e querem reformar um detalhe ou outro para dizer que fizeram algo.
Não é apenas o fato de a democracia ser algo imbecil que não pode ser criticado, de terem o mesmo valor o voto de um trabalhador e o voto de um vagabundo imoral que vive dos impostos de quem trabalha. Na verdade, os próprios direitos de segunda (direitos de igualdade material) e terceira geração (direitos difusos) não são passíveis de redução sem que boa parte da sociedade, mesmo aqueles mais à direita, incomode-se com isso. Porque no fundo, já se enraizaram as relações de dependência do estado de bem-estar social. Há famílias que há décadas tornaram-se dependentes dessa estrutura, e a ressaca de quem de repente tira o álcool de um alcoólatra é insuportável, por mais que a longo prazo deixar de beber fizesse-lhe bem.