É fato que a Disney não faz mais filmes (nem músicas) como antigamente?
Pô, lembro que era só pedrada atrás de pedrada, pra mim nada supera a era 2D da Disney, ali foi a era de ouro pra mim (anos 80 e 90), bom demais...
https://youtu.be/hv2lCmRXvtY?si=sxXMUzhfm98unEWq
https://youtu.be/AiO8jikNfG4?si=AIYaV_GnmBpnuVfu
https://youtu.be/EAYv3ROaZKI?si=iRJ2YQ3jzQa62ep1
https://youtu.be/0u1w_A8J6Hw?si=oq8MABuNEQrZoCOu
https://youtu.be/AN8rO_uH0?si=3xqP0kdFYiCEzGX6
h...
https://youtu.be/hv2lCmRXvtY?si=sxXMUzhfm98unEWq
https://youtu.be/AiO8jikNfG4?si=AIYaV_GnmBpnuVfu
https://youtu.be/EAYv3ROaZKI?si=iRJ2YQ3jzQa62ep1
https://youtu.be/0u1w_A8J6Hw?si=oq8MABuNEQrZoCOu
https://youtu.be/AN8rO_uH0?si=3xqP0kdFYiCEzGX6
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eles respondem
1M
Os clássicos são clássicos por um motivo. Pegaram histórias já consagradas, de contos de fadas, romances etc. Rei Leão foi basicamente a versão Disney do Hamlet misturado com Kimba. Mesma coisa com cinema. Beberam muito de adaptações de livros. Vai acabando a fonte, a criatividade sofre.
A tendência de quase toda arte é ir se diluindo com o tempo. Não só Disney, o cinema é intrisicamente ligado à bilheteria e rentabilidade. Filme bom que fracassa na bilheteria é fracasso, filme ruim que rende vira sucesso. Esse papo de valor artístico não existe no capitalismo. Se fazer live action, reboot, 3D for a nova febre, é aí que vão apostar.
E hoje em dia é ainda pior. Galera cada vez menos vai ao cinema e acabou a cultura de comprar dvd. A própria Disney bebeu muito dessa fonte. Relançar um filme no cinema, fazer um "edição limitada" de branca de neve ou aladin, garantia que uma nova geração fosse apresentada ao seu catálogo e ainda rendia muito dinheiro novamente. Isso valia para muitos filmes também. Um fracasso de bilheteria às vezes vendia muito bem quando chegava o dvd.
Hoje em dia acabou isso, um filme é lançado no cinema ou Netflix, se não for bem avaliado, nem comentado, vai pro ostracismo. Ou seja, estúdios cada vez menos tem margem e apetite para arriscar. É melhor seguir formulas, algoritmos, que apostar em algo inovador.
Apesar do jogo ter mudado e chegado nesse extremo, isso não é algo novo. No fim dos anos 60, o gênio Akira Kurosawa tava em declínio, fez uns 3 filmes que foram fracassos seguidamente. O cara que fez Rashomon, 7 Samurais, Viver, Yojimbo, Céu e Inferno, Trono manchado de Sangue, não conseguia mais um único estúdio no Japão que topasse financiar algum projeto. Ele até tentou suicidio em 1971. Foi preciso a União Soviética oferecer pra ele um projeto de filme pra ele recuperar o tesão e voltar a criar obras-primas. Dersu Uzala foi bem nas bilheterias e ganhou Oscar de filme estrangeiro, o que ressuscitou a carreira dele.
A tendência de quase toda arte é ir se diluindo com o tempo. Não só Disney, o cinema é intrisicamente ligado à bilheteria e rentabilidade. Filme bom que fracassa na bilheteria é fracasso, filme ruim que rende vira sucesso. Esse papo de valor artístico não existe no capitalismo. Se fazer live action, reboot, 3D for a nova febre, é aí que vão apostar.
E hoje em dia é ainda pior. Galera cada vez menos vai ao cinema e acabou a cultura de comprar dvd. A própria Disney bebeu muito dessa fonte. Relançar um filme no cinema, fazer um "edição limitada" de branca de neve ou aladin, garantia que uma nova geração fosse apresentada ao seu catálogo e ainda rendia muito dinheiro novamente. Isso valia para muitos filmes também. Um fracasso de bilheteria às vezes vendia muito bem quando chegava o dvd.
Hoje em dia acabou isso, um filme é lançado no cinema ou Netflix, se não for bem avaliado, nem comentado, vai pro ostracismo. Ou seja, estúdios cada vez menos tem margem e apetite para arriscar. É melhor seguir formulas, algoritmos, que apostar em algo inovador.
Apesar do jogo ter mudado e chegado nesse extremo, isso não é algo novo. No fim dos anos 60, o gênio Akira Kurosawa tava em declínio, fez uns 3 filmes que foram fracassos seguidamente. O cara que fez Rashomon, 7 Samurais, Viver, Yojimbo, Céu e Inferno, Trono manchado de Sangue, não conseguia mais um único estúdio no Japão que topasse financiar algum projeto. Ele até tentou suicidio em 1971. Foi preciso a União Soviética oferecer pra ele um projeto de filme pra ele recuperar o tesão e voltar a criar obras-primas. Dersu Uzala foi bem nas bilheterias e ganhou Oscar de filme estrangeiro, o que ressuscitou a carreira dele.