Oque vocês acham disso? Sejam sinceros na resposta..

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9m
Bom,tá com um mês que comecei namorar com uma menina que eu já ficava a mais ou menos um ano,bom nessa fase fica eu as vezes ficava com uma outra menina e thals,e ela era de tá andando com amiguinhas bebendo e saindo e eu sempre fui mais quieto não gosto disso, mais eu ficava com ela,como ela e muito apegada a mim emocionalmente ela ficava mal quando a gente se afastava por besteira, mais nesse negócio que as vezes a gente se afastava ela acabou ficando com um primo da amiga dela,transou e tudo,aí depois de um tempo a gente voltou a se reaproximar,a gente não tava namorando,a gente tinha isso,bom aí a gente se reaproximou e começamos fica mesmo,ela até se afastou dessas coisas de festa e amizades, porque eu não gostava,eu falei pra ela ser sincera comigo sobre o passado dela,ela só falou que tinha ficado com uns três meninos e só, mais me escondeu que tinha ficado com esse primo dessa amiga dela,aí ontem ela me falou tudo porque diz ela que não tava fazendo bem pra ela me esconder esse evento,ela me contou por conta própria,ela disk não me falou antes com medo de eu achar ela rodada, mais eu falei que tava tudo bem e que ela tava solteira,e que eu também tinha ficado com uma amiga dela,a pergunta e realmente acontece isso mesmo da pessoa quando realmente gosta da outra não consegue enganar ela por muito tempo por conta do incomodo nela mesma???
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eles perguntam
4 respostas
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elas respondem
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Sim, ela tá sendo sincera ué..
Sim, ela carregava culpa e escolheu se abrir com você.
Nada fica oculto.
eles respondem
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Meu caro, o que descreveis não é fenômeno raro, mas antes um traço bastante humano, dir-se-ia até previsível nas almas que ainda não se tornaram insensíveis aos ditames da própria consciência.

Quando alguém nutre afeto verdadeiro, ou ao menos consideração sincera, há dentro de si uma espécie de tribunal silencioso, onde cada omissão pesa mais do que uma simples mentira proferida ao vento. Não é tanto o medo do julgamento alheio que corrói, mas o incômodo íntimo de sustentar uma imagem incompleta diante de quem se estima. A consciência, quando ainda viva e vigilante, não tolera por muito tempo esse descompasso entre o que se é e o que se mostra.

No caso que narras, é perfeitamente plausível que a jovem tenha ocultado tal episódio por receio de vossa desaprovação, receio este que, convenhamos, não nasce do nada, visto que já manifestastes certo desconforto com hábitos que ela outrora cultivava. Contudo, o fato de ela ter vindo a vós espontaneamente, sem coação, revela menos uma falha de caráter e mais um esforço de alinhamento moral, ela desejou ser íntegra aos vossos olhos, ainda que tardiamente.

Não vos iludais, porém, com a ideia de que apenas o amor impede o engano. Há quem ame e ainda assim oculte, por covardia ou conveniência. O que distingue este caso é o arrependimento acompanhado da revelação e isso, sim, indica que a mentira lhe era um fardo.

Cabe-vos agora ponderar com sobriedade, não o que ocorreu quando ambos eram livres, pois nisso não há delito, mas sim o presente, a sinceridade demonstrada e o tipo de relação que desejais edificar. Relações duradouras não se sustentam na ausência de passado, mas na honestidade com que se encara o que já foi.

Se me permitis uma última observação, diria que a franqueza tardia, embora imperfeita, ainda é mais digna do que o silêncio perpétuo. E isso, em tempos como os nossos, ou os meus, por assim dizer, já é algo de considerável valor.