Como é ou era a personalidade dos seus pais?

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Meu pai sempre foi amável e doce, ele sempre se preocupava comigo e meu irmão. Deixava de pensar nele para pensar no próximo, ele era duro com nós 2 as vezes mas sempre parava para conversar. Era carinhoso e fazia piada de tiozão kkk mas era engraçado, só tenho lembranças breves dele.
Minha mãe sempre foi dura mas ama nós do jeitinho dela, sempre deixo também de comprar algo para ela, pra comprar para mim e meu irmão. Quando ela precisa, sempre puxa minha orelha para ensinar o certo e o errado. Tem uma personalidade difícil admito kkk, sempre fica brava por alguma atitude escrota ou chata. Mas ela sempre demonstrou amar eu e meu irmão, abraça e beija de vez em quando mas sempre fala que ama nós dois.
Difícil dizer.
Minha mãe é introvertida e anti social que nem eu, meu pai é o oposto, extrovertido e social
Mãezinha: colérica.
Paizinho: fleumático.
Mas eu amo meus nenenzinhos! Às vezes mimo eles igual criança kkkk. No meio do povo mesmo, nem ligo! Digo assim: ''Paizinho, meu neném'', e ele fica cheio de vida, kkkkk. Quando faço o mingau dele, aí é que ele fica sorrindo mesmo! 🤗🤗
Não sei te responder
anônima
1h
Meus pais foram um casal unido no inferno.
Isso é tudo que tenho a dizer.
Características da minha mãe: calma, fofa, forte, séria, religiosa, sensata, inteligente, amorosa.

Pai: desesperado, agressivo, rude, seco, insensível…pra não ficar só nos defeitos, ele tem múltiplas inteligências, o véio sabe fazer de um tudo. É objetivo, prático, sociável e engraçado.

Puxei várias características da minha mãe, do meu pai acredito que praticamente nada. Agora, fisicamente, sou muito mais próxima do meu pai.
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Meu pai era rígido, disciplinado, habilidoso, frio, metódico. Ele tinha um sonho de ser músico, mas precisou trabalhar desde cedo, e tinha muitos conflitos com meu avô, que obrigou ele a seguir uma carreira burocrática. Então, ele me obrigava a tocar piano desde muito cedo, me batia. Ele projetava em mim os próprios sonhos. Um personagem com personalidade parecida com a dele:

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Minha mãe cresceu em uma aldeia indígena e foi para cidade grande. Ela odiava qualquer resquício das raízes dela. Odiava o Amazonas, lugar onde nasceu. Odiava gente atrasada. Ela foi professora, depois professora em universidade federal. Ela começou a pintar o cabelo de outra cor, fez cirurgia plástica. A personalidade dela era parecida com a da Carminha

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Hoje, ela é uma Carminha piorada.
Eram dois opostos, meio que se complementavam.
Meu pai era super paciente, carinhoso e permissivo até demais, já minha mãe era controladora, impaciente e agressiva.
Acho que sou mais parecido com minha mae. Ela eh uma pessoa muito orgulhosa.
Reduzindo eles: acho meu pai mais racional e minha mais mãe emocional.
Sinto que não puxei nada deles. Me acho bem diferente, mas meu pai às vezes diz que algumas atitudes negativas minhas se parecem com as da minha mãe. Não gosto disso, pq minha mãe é estressada e eu não quero ser um cara estressado.
Difícil dizer
Meu pai cresceu no Rio de Janeiro, onde se apaixonou pelo samba, pelo futebol, pelo Fluminense, pela boemia. Carismático e galanteador, ganhava facilmente o coração das pessoas ao seu redor. Minha avó conta que diariamente atendia pelo menos uma dezena de ligações de garotas diferentes. Tornou-se comissário de voo comercial, saiu no jornal por realizar o parto de emergência de uma passageira que deu luz durante um voo. Foi provavelmente o homem com maior inteligência natural que conheci, e graças a ela parecia muito mais experiência do que expressava a idade. Mas também era turrão; para viver os prazeres do samba e do futebol, abandonou universidades públicas para as quais havia passado em primeiro lugar (Direito e Matemática); da irresponsabilidade experimentou uma sucessão de demissões. Tornou-se jogador de futebol profissional por um período, e posteriormente voltou a trabalhar na aviação, até que foi demitido novamente; abriu um bar do Fluminense, que acabou falindo.

Filha de pai alcoólatra, ignorante e agressivo contra os filhos, minha mãe viveu uma infância difícil. Quando ela tinha 9 anos minha avó precisou fugir e ela acabou indo morar com uma tia, onde era tratada não como sobrinha, mas como empregada doméstica. Fazia faxina, cozinhava, cuidava dos primos menores enquanto os tios dela trabalhavam ou se divertiam na rua. Quando minha mãe tinha 15 anos, meu avô faleceu, e a família dele tomou para si ou doou para outros tudo o que havia na casa dos meus avós e que poderia ser herdado por algum dos filhos. Então, ela veio para Brasília concluir os estudos e buscar melhores oportunidades. Um dos irmãos da minha mãe, o mais estudioso, já vivia em São Paulo e recomendou a ela que fizesse o curso para se tornar comissária de voo.

E foi assim que eles se conheceram. Talvez por ter vivido uma infância tão dura, ela tenha sabido valorizar melhor do que o meu pai as oportunidades. Sinto que puxei mais a ela.