Em meus estudos antropológicos recentes sobre mulheres, percebi que a mulher brasileira tem uma tolerância muito baixa com o tédio, silêncio, monotonia. Muito baixa mesmo.
E a vida cotidiana costuma ser tediosa e monótona. Mesmo em trabalhos que envolvem situações imprevistas, existe um limite de situações e que se repetem. Exemplo: um policial se envolve em um tiroteio pela primeira vez. Emoção, suspense, medo. Na segunda vez, tudo novamente, na terceira, na quarta, na quinta... com o passar do tempo é só um tiroteio.
Então, por estarem imersas de situações tediosas e monótonas, as mulheres sofrem com os efeitos e precisam criar intrigas, picuinhas, fofocas, revanches, brigas para dar um gás emocional a situações ordinárias.
Obs.: Elas odeiam quem transforma o drama delas em algo trivial. Se uma mulher está elevando uma situação ordinária a níveis alarmantes, não puxe ela de volta para realidade. Deixa ela fazer o ato circense dela.