Tive uma vida de merda na infância, cresci não acreditando em Deus.
Quando minha vida melhorou e comecei a ter paz, eu instintivamente passei a acreditar em Deus, procurar ele nas coisas boas que eu estava recebendo e foi muito bom esse processo.
Nem todos se conectam a ele no momento bom da vida, mas o importante é o momento chegar.
(no meu caso não me conectei a religião alguma, mas somente ao criador)
Por alguns anos eu fui ateu. Dos meus 12 aos 15 anos eu era do tipo de ateu que encontra aqui, tipo aquele usuário Leandro. Ateuzinho ignorante e soberbo que se acha melhor que os outros, que xinga os crentes (com a diferença que eu tinha 12 anos e ele deve ter 40, né). Passava o dia debatendo religião, ao ponto de me tornar um militante ateu, ou seja, alguém que pregava o ateísmo e tentava converter, seja por argumentos, seja por memes, cristãos a pensarem com a minha ótica ateísta.
Aos poucos fui me afundando em filosofia pessimista, existencialista, niilista, que prega a não-existência, o não-progresso, o pessimismo mórbido. Lia Schopenhauer ad nauseum, tentava ler Nietzsche. A escrita do Schopenhauer me hipnotizava. E consequentemente cheguei a conclusão (antes de ler o Míto de Sísifo) de que se avida é apenas matéria sob a origem do acaso, e que não existe um plano metafísico após a morte, a dor da existência era uma escolha, uma optativa, algo que eu poderia continuar ou não (com a opção de cessar a dor através do suicídio). Toda essa absorção de ideais e pensamentos durante a adolescência me destruiu por completo.
Afastado de Deus, com pensamentos ruins na cabeça, contaminado por ideias terríveis, eu passei uns bons anos deprimido, pensando em suicídio, fazendo cálculos matemáticos sobre quanto os ativos e os débitos da vida não batiam. Eu não me sentia motivado a ir para escola, ou andar de skate, ou pegar meninas.
Bom, resumindo a história radicalmente porque ficou mais longa que eu gostaria: quando cheguei por volta dos 20 anos de idade eu pedi diversos sinais de que Deus ainda estava comigo, e que havia perdoado minha revolta, que ainda acreditava que eu pudesse dar um passo diante do senhor e falar: senhor, tu viste, eu não sou mais fraco em espírito, não sou mais covarde. Agora sou forte em perseverança, forte em meu caminho, forte em suportar qualquer sacrifício. E Deus me deu sinais os quais reconheci como uma mão estendida para minha caminhada
Olha eu sou religioso de certa forma, mas até hoje minha cabeça dói um pouco, porque nunca fui realmente por vontade própria, e sim porque ja nasci na igreja evangelica, ainda assim mesmo frequentando desde novo não sigo totalmente, e não concordo com alguns pensamentos e atitudes especificas que são seguidos pela denominação, mas ja tive sim de certa forma experiencias que me fizeram entender a existencia de um criador.
Ja superei fases muito ruins na vida que pareciam ser o fim da linha pra mim, envolvendo saude, o que me fez ser mais grato a Deus por estar vivo e pela vida em si, o que fomentou que acredito sim em um criador, não exatamente em uma vertente de religião especifica, ja que todas tem seus defeitos, mas eu gosto de estudar sobre cada uma e tentar abrir um pouco mais a mente pra esse lado, agora o que me falta para ser 100% religioso de fato seria talvez uma experiencia sobrenatural, ai claro não me restariam duvidas