Hoje estava assistindo a um programa sobre saúde e o assunto era hipertensão, um convidado comentou algo interessante: mesmo com medicamentos distribuídos pelo SUS e informação mais disseminada, muitas pessoas continuam não se cuidando ou se tratando, o que tende a piorar a situação com o passar do tempo.
Ele relacionou isso a pulsão de vida e pulsão de morte, conceitos da psicanálise, que embora seja criticada e até ultrapassada ainda ajuda a nomear sentimentos e comportamentos. Não se trata de vontade de viver ou morrer necessariamente, mas de impulsos internos que nos empurram mais para alguma dessas direções. Também vem do ambiente externo, pelo contexto e experiências.
Acredito que a maioria sabe o que faz bem e o que faz mal, o que ajuda e o que atrapalha, o "certo e o errado". Como somos falhos tem vezes que acabamos jogando contra nós mesmos e quando estamos cansados, exaustos, tristes, estressados, ansiosos ou preocupados, fica ainda mais difícil fazer as melhores escolhas.
Então acho que o primeiro passo é estar consciente disso e ir ajustando conforme a tua realidade, tentar fazer aquilo que pode te fazer bem e ir diminuindo o que atrapalha. Sabendo que falhar ou ficar pra baixo em alguns dias e momentos é normal, que hoje provavelmente seja a regra, mas quem sabe futuramente se torne a exceção.
Me identifico um pouco com você. Só palavras bonitas não vão mudar nossa realidade, por isso o melhor é ir tomando ações, mas não espere o momento perfeito pra começar. O que for possível agora, por menor que seja, já é um começo. Mantenha a cabeça no lugar, fazer as coisas sem pensar pode trazer arrependimento.
Minha vida está assim. O que eu estou fazendo é tentar reencontrar o que me fazia bem, escutar músicas que eu costumava escutar, ler o que eu costumava ler e pensar como eu pensava.
Eu procuraria ajuda psiquiátrica e terapia (pelo sus, já q o dinheiro é problema) e tentaria arrumar um trabalho.
Confiaria no processo porque aos poucos as coisas vão se ajustando, é só questão de tempo. Mas é importante dar um primeiro passo
O mais importante é tentar arrumar um emprego e amigos. No fim as coisas tendem a se ajeitar, não do jeito que a gente quer mas se ajeitam sim. O importante é não desistir e se esforçar pra melhorar.