Como o
@Elpescador disse, acho que é devido à natureza dos discursos. A esquerda, até pouco tempo, era o lado mais intelectual, introspectivo e idealista e buscava resolver problemas abstratos, enquanto a direita era o lado mais pragmático e buscava reivindicar soluções para problemas reais. Pessoas com distúrbios psiquiátricos tendem a racionalizar mais e, consequentemente, se identificar com algum discurso mais idealista, que costumava ser de esquerda. Pessoas de bem com a vida tendem a viver mais no automático e quererem resolver problemas reais e claros, que é algo que a direita sempre ofereceu. Se você for olhar pra gerações bem mais antigas (pessoas de 60 anos ou mais), isso praticamente desaparece. Porque a maioria dos esquerdistas dessa idade são social-democratas e bem mais pé no chão (tanto que conquistaram vários direitos trabalhistas por focar em causas específicas, enquanto a de hoje só chora porque não consegue convencer o mundo a acabar com o capitalismo, sem focar em nada pragmático nem tentar resolver problemas reais), enquanto gerações um pouco mais novas se voltaram contra o capitalismo, contra o imperialismo e se tornaram mais idealistas, focando mais em destruir esses conceitos abstratos do que resolver problemas pontuais.
Mas acho que isso vem mudando, porque nas gerações mais novas (25 anos pra baixo) a direita começou a focar em discursos mais intelectuais e introspectivos também, se voltando a religião, alta cultura e outras coisas menos objetivas e mais idealistas (assim como a busca pelo comunismo "de verdade" da esquerda). E eu noto que a direita mais jovem é bem perturbada mentalmente, mas com problemas psiquiátricos diferentes, mais próximos à esquizofrenia ou autismo, e a esquerda à depressão, carência de validação, problemas de autoestima ou falta de disciplina (acarretando em vícios, TOCs, etc.).