Eles veriam isso como um defeito, assim como tmb veriam como defeito se ela já tivesse feito isso, ou seja, dos dois jeitos não serviria para ele.
Se eu fosse solteira...
Eu simplesmente não a escolheria. E o motivo é bem claro e simples: no estágio da vida em que eu estou hoje, existem patamares, filtros e critérios que elevam o nível de quem se aproxima de mim. Relacionamento não é mais tentativa, é construção consciente. Homens ou mulheres que nunca viveram relações profundas tendem a carregar imaturidades emocionais, expectativas irreais e pouca noção de limites que devem ser seguidos em um relacionamento. E isso, na prática, transforma qualquer vínculo em algo desgastante, quando não desastroso.
Experiência não surge do nada. Ela se forma no atrito, nos erros, nas perdas e nos aprendizados que só o tempo e experiência proporciona. Relacionamentos ensinam, lapidam e mudam a gente. Eu mesma sou prova disso. Não sou nem de longe a mesma mulher de dez anos atrás. A forma como eu me relacionava era outra, meus limites eram mais flexíveis(infelizmente eu era trouxa), minha tolerância era maior e minha maturidade emocional era muito menor. Hoje eu sei quem eu sou, o que eu aceito e, principalmente, o que eu não negocio mais.
Isso mudou completamente a forma como eu me relaciono com o meu marido, por exemplo. Hoje eu tenho muito mais paciência. Eu não explodo, não ajo no impulso. Eu converso, eu explico meu ponto de vista, eu verbalizo o que estou sentindo de forma mais racional e menos emocional. Eu construo o diálogo, faço com que ele entenda, em vez de transformar tudo em conflito.
Entre tantas outras coisas que só o tempo, a vivência e a experiência vão lapidando ao longo da vida e dos relacionamentos.