Eu não acho normal pessoas maiores de idade namorarem menores de idade.
E não, não é moralismo barato, nem inveja, nem “mente fechada”. É realidade. No máximo um ano de diferença, e ainda assim com muito cuidado. Qualquer coisa além disso já escancara um desnível.
Uma pessoa maior de idade já viveu mais, já quebrou a cara, já teve de lidar com responsabilidade, frustração, escolhas reais. A outra ainda está na escola, muitas vezes dependente dos pais, sem autonomia financeira, sem vivência emocional suficiente para perceber quando algo está errado. Isso não é opinião, é fato.
“Ah, mas comigo é diferente.”
Senta aqui com a mamãe.
Não é diferente.
Sempre existe uma relação de poder. Quem é mais velho sabe mais, viveu mais, tem mais repertório emocional e social. E isso pesa. Mesmo que não haja intenção explícita de manipular, a influência acontece. O mais novo acaba se moldando, cedendo, normalizando coisas que não deveria, porque ainda não tem referência para comparar.
E tem mais: se um adulto precisa se relacionar com alguém tão mais novo, vale questionar por quê. Pessoas da mesma faixa etária não costumam aceitar certos comportamentos, impor limites, confrontar. Um menor de idade é mais impressionável, mais fácil de conduzir, mais fácil de chamar de “maduro para a idade”.
Você pode achar que é madura. Pode achar que entende tudo. Eu também achava. Todo mundo acha. Só que maturidade de verdade só aparece depois que o tempo passa. Eu já tive a sua idade, jovem pimpolho. E não, você não é tão madura quanto pensa.
Não é sobre amor romântico. É sobre contexto, poder e responsabilidade. E fingir que isso não existe é só ingenuidade.