É possível alegar liberdade religiosa para tratar uma trans como homem?

0
252
1a
Tipo, nasceu com pinto mas converteu o corpo e os documentos para ficar parecendo mulher.
Exige ser tratada como mulher.

Mas minha minha vizinha alega que "Deus criou o homem e a mulher" então faz parte da liberdade religiosa continuar se referindo a trans como homem.

E aí? Qual prevalece? O direito a transição da trans ou a liberdade religiosa da minha vizinha?
Tem alguma lei que regulamenta isso?
Entre na sua conta para participar
eles perguntam
14 respostas
5
9
elas respondem
5
Claro que não. Ela se baseia em quê? Na Bíblia? Como provar que a Bíblia está correta e mesmo se provasse como rebater o argumento do livre arbítrio que Deus deu para todos? É bíblico também...

Respeito é fundamental em uma vida em sociedade, acreditar na Bíblia é opcional e mesmo assim não dá o direito de ninguém desrespeitar ninguém.

Imagine o debate na audiência...
anônima
1a
Cada um na sua tranquilo,e suave.
Assim tudo dá certo,sem problemas.
anônima
1a
A liberdade religiosa não é concessão para cometimento de atos discriminatórios. Sua vizinha pode sim, professar a religião dela e seus variados dogmas no entanto, com cuidado para não incorrer em crime. Ciente de que ela não vive numa sociedade com uma Constituição teocrática, mas laica, regida com legislações que garantem isso. Tanto a sua vizinha quanto a Bíblia, estão abaixo da Constituição.
Não dá para se basear falta de respeito em meio a sociedade por causa da Bíblia, até porque Deus também mandou respeitar todos independente do que seja.
nunca entendo esse argumento "Deus criou o homem e a mulher", sendo q por exemplo se é um homem trans ele ta literalmente se identificando como um homem, não com um alienigena
não é possivel pq é literalmente criminoso, tô nem ai p liberdade de expressão no momento q um religioso qualquer é intolerante c uma pessoa trans só por ser trans, é crime mesmo assim
eles respondem
9
É uma situação bem complicada e complexa, de fato. De um lado, o estado garante a liberdade de expressão e a liberdade religiosa, que é o pilar de toda sociedade verdadeiramente livre.

No entanto, numa sociedade democrática, todos devem ser tratados iguais sem distinção por raça, cor, gênero ou orientação sexual.

Não existe prevalência e ambos devem respeitar cada um no teu espaço evidentemente. O trans deve respeitar o religioso por ter suas crenças pessoais, mas o religioso também deve respeitar a trans por querer ser reconhecido como mulher.

Não que o religioso seja forçado a se relacionar com o trans ou coisa parecida, mas o respeito deve ser dado ao trans, mesmo que ela queira ser chamada por um pronome diferente.
anônimo
1a
Não precisa basear na questão religiosa, isso é lógica biológica
É só não chamar de nada. Não chama de mulher pra não agravar o estado mental dele, nem de homem, pra não gerar surtos desnecessários. Esse sempre foi o protocolo pra tratar dessas doenças, e agora que estão revendo, parece não estar sendo produtivo (a não ser pro cirurgião plástico e pra indústria farmacêutica).
Não sei. Mas precisa?
Não existe lei para isso mas é fato que é incentivado pelo estado.
Os verdadeiros cristãos sabem que a salvação é individual e que apenas podem ajudar ou orientar.
Liberdade de ser cuzao
É impossível
anônimo
1a
Se o critério para homem biológico for "Deus fez", então que o religioso procuro um estado não laico para pregar sua autoridade religiosa ao outrem, que aqui não vale nada.