Você já se arrependeu de ter conhecido alguém?

Quem foi e qual motivo?
anônimo
anônimo
10/02/2026 20h59

Uma usuária deste fórum aqui. Começamos a conversar pelo PV, interagíamos pouco, depois aumentou. Ela

me tratava como um irmão mais velho, o que particularmente me irrita porque era 3 anos mais velho que ela, mas o abismo do conhecimento, experiência de vida entre a gente era absurdo. Era como se fossémos duas espécies diferentes. Ela é daqui da cidade, o que me animou a conhece-la. Quando a gente levou nossa "amizade" para fora daqui foi um tormento. É/era depressiva. Nossos encontros eram quase um sistema de terapia no qual escutava ativamente minutos e até horas de problemas supérfluos, mas por ser uma boa pessoa aturava tudo isso de forma humanizada. Ela sempre repetia a mesma coisa, que estava me incomodando, que reparava quando eu sutilmente olhava no relógio para saber as horas e que sempre dizia que estava ficando tarde e precisava ir. Para mim era exaustivo ficar ali escutando, em um monólogo dramático todo aquele lamento causado por motivações fracas. Quando ela era criança, os pais se separaram. Ela necessitava de um tratamento odontológico, mas este tratamento era usado como arma no campo de batalha de egos dos pais, sem considerar a sua necessidade. O tratamento ocorreu não por vias de amor à filha, mas por demonstrar poder sobre o parceiro com um "eu posso, eu amo nossa filha". Embora eu entendesse que por mais traumatizante que pudesse ser esse evento, isso já fazia 10, 12 anos, e que se equiparasse com os problemas brutais os quais passei na minha vida (como agressão física vindas do meu pai, pressão para aprender coisas - que basicamente era uma projeção que ele fazia em mim, fome que passei no Rio ao sair de casa) aqueles problemas dela eram até... surpéfluos. Mas NUNCA tive oportunidade de falar dos meus problemas, escutar conselhos, era sempre o ouvinte, quase como um móvel sem vida, que ali habita apenas para fornecer alguma sombra. Ela ameaçava se matar, mas eu não ligava o suficiente. Ela notava, e dizia que seria culpa minha.