Não é ódio ao rico, é matemática básica. Em um país onde os recursos são
finitos, a conta é simples, para alguém ter um castelo, muitos precisam ficar sem o reboco da parede. O que você chama de"'ódio" é apenas a constatação de que grandes fortunas não nascem do nada, elas dependem de uma estrutura de exploração que mantém a escassez do outro lado. Se isso é difícil de entender, talvez o problema não seja o "ódio" alheio, mas a sua dificuldade em aceitar como o sistema onde você vive realmente funciona.Também acho engraçado chamarem de "ódio" a reação de quem está na base de uma pirâmide que só serve para sustentar o topo. Ninguém odeia o dinheiro, o que se questiona é a estrutura desenhada para que poucos acumulem muito enquanto a maioria luta pelo básico. Então o brasileiro não odeia o rico, o brasileiro está exausto de financiar uma elite que confunde privilégio com mérito. Quando a riqueza de poucos é construída sobre a exploração estrutural de muitos, a revolta não é um sentimento, é uma consequência lógica.
Triste mesmo é quando o pobre compra o discurso de quem o domina e passa a polir as próprias correntes. Em vez de exigir igualdade, ele se torna um defensor fervoroso da riqueza alheia, ignorando a própria realidade. É a cena mais patética da nossa sociedade: o gado militando pelo direito de funcionamento do frigorífico. Recomendo ler as repostas do @Layne em assuntos como esse. Com um pouco de boa vontade, uma hora consegue entender.